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No jogo, a família Sakazaki passa por uma crise ao descobrirem que a irmã mais nova de Ryo Sakazaki, Yuri, fora raptada. Ryo conta com a ajuda de seu melhor amigo Robert Garcia, que também é seu rival dentro do tatame. Os dois passam a percorrer toda a cidade em busca de pistas, encontrando sujeitos pouco convencionais dentro de lugares estratégicos como o dojô de Todoh, a periferia (“Downtown”), o “Bar do Mack”, e até uma base militar.

Os encontros de Ryo e Robert com os homens que guardam esses lugares não são muito diplomáticos: a conversa logo vira provocação, e a briga se inicia. A missão do jogador portanto é descobrir o cativeiro onde Yuri está mantida refém, usando tudo o que sabe nas artes marciais.

 

 

No Brasil, Art of Fighting ficou muito mais conhecido na versão arcade, que era similar à versão caseira lançada para o console Neo Geo. Isso ocorreu devido ao elevado custo do console e do cartucho no país, pois o produto era importado, além de ser considerado luxuoso e muito sofisticado.

Outro modo de conhecer Art of Fighting era nas locadoras, que na época disponibilizavam o aluguel do console por hora dentro de suas dependências.

Art Of Fighting foi muito apreciado e jogado até, pelo menos, final de 1993.

No fliperama, em 1992, Art Of Fighting concorria diretamente com Street Fighter II, que fazia muito sucesso e era mais popular (versões Champion Edition e Hyper Fighting), e também com os jogos World Heroes (menos sofisticado), o foto- realístico Pit Fighter da Atari e a boa série Fatal Fury.

 

Mais tarde, já em 1993, Art Of Fighting ainda mantinha- se firme ao lado do novo Fatal Fury 2, do belíssimo Samurai Shodown (jogo) (lançado pela mesma SNK), do inovador Savage Reign, e do violento mas não menos popular Mortal Kombat. Em 1994, Art Of Fighting começa a ser deixado rapidamente de lado, pois chegam às salas de fliperama Samurai Shodown II, The King of Fighters ’94 e Art of Fighting 2.

Além disso, a concorrente Sega investe e lança jogos – não apenas jogos de luta – com apelo gráfico tridimensional, como Virtua Fighter, Daytona USA e Virtua Cop, que atraem multidões. Em 1995, com os sucessos da nova tecnologia em 3-D na forma de jogos como Tekken (Namco), Art Of Fighting foi rapidamente esquecido, ficando na memória de uma geração.
Assim, a série Art Of Fighting terminou definitivamente em 1996 com o lançamento de Art Of Fighting 3 – The Path Of The Warrior (conhecido no Japão com o título de 龍虎の拳外伝 = Ryuuko No Ken Gaiden). Para não decepcionar os fãs, alguns dos personagens foram revividos em outros mais bem sucedidos jogos de luta, como na série The King Of Fighters, também produzida pela SNK.

Aqui podemos ver uma luta sensacional entre Ryo contra Geeese Howard! Como assim?

Bom….pra lutar contra ele era necessário chegar ao fim de Art 2 sem perder rounds! Dificil até mesmo para os mais viciados!

AOF2 é um dos jogos mais dificeis do universo de se terminar!

 

Agora….esse comercial é meio tosquinho não?

 

 

Fonte: Wikipedia

Desenvolvido pela lendária empresa japonesa SNK (Shin-Nihon-Kikaku), o Neo Geo foi lançado em 1990. A  SNK antes apenas produtora de jogos para Arcade e Console passou a ficar totalmente focada a um novo projeto de  hardware que era capaz na época,  a usar um cartão de memória que foi concebido para armazenar os dados de seus jogos para depois jogá-los novamente em casa ou na casa dos amigos batendo um “contra”.

Isso então era revolucionário!

NeoGeo MVS

A MVS é o mesmo console Neo Geo Home,  mas voltada para os arcades e botecos, mas o hardware era idêntico, e essa foi uma das principais razões para o sucesso do Neo Geo.

Jogos tão inacreditáveis ​​que poderiam chegar a uma quantidade enorme de 330 mbit. Show!!!!

Para se ter uma  idéia, o maior jogo de Megadrive que consigo lembrar acho que foi “Super Street Fighter II”, com cerca de 16 mbit e levou mais de 5 anos desde o lançamento do Megadrive para chegar a uma soma de mbit tão alto.

Bem, os primeiros jogos de Neo Geo como “Crossed Swords”, “Cyber ​​Lip”, “Bowling League”, etc … já atingiram o montante de mais de 40 mbit, exceto Bowling League atingiu apenas cerca de 27 mbit.  Com tudo isso, o NeoGeo superava qualquer console de 16 bits como MegaDrive e SNES fácil.

Uma pena que nem ao menos chegou ser vendido no Brasil. Você encontrava nas locadoras de jogos por aí o console contrabandeado do Paraguai e absurdamente caro. Lembro bem que um SNES que também não era fabricado aqui até então custava em torno de 250 dólares em 1995. O Console NeoGeo girava em torno de 1200 dólares!!! Absurdo.

 

 

 

E isso não era um problema exclusivamente do Brasil. O console teve o seu reinado principalmente na Europa e EUA, e lá era vendido por um custo muito alto. Afinal, tamanha qualidade gráfica tinha seu custo muito caro na época. Imagina pagar nos valores daquela época cerca de 300 dólares por cartucho? Absurdo, não?

Como a SNK queria agilizar sua produção e baratear custos, surge então no mercado o seu mais novo console doméstico, o NeoGeo CD. Neste caso, se tratava de uma ótima idéia pois a produção de cartuchos era muito cara comparado a produção de CD.

O problema mesmo foi que o leitor de CDs era de velocidade simples, o que deixava o carregamento dos jogos muito lentos.

Era preciso ter muita paciência, ainda mais para quem era fã e já jogava o sistema caseiro ou MVS e os cartuchos era de fato, brutalmente mais rápidos.

 

 

 

O ano de 2000 foi o começo do fim para a SNK.  Neste tempo, o destaque  foi quando a Capcom decidiu criar uma série de jogos de luta com personagens de ambas as empresas e seguindo a linha criada pela própria CAPCOM, o VS (SF vs Marvel, e por aí vai!) .
Quando Capcom vs SNK foi lançado, foi um sucesso, mas a maior parte dos lucros foi para a Capcom por ter sido a empresa que praticamente desenvolveu o jogo.
A SNK lançou SNK vs Capcom: Match of theMillennium e SNK vs Capcom: Card Fighters Clash para o Neo Geo Pocket. Combinados, somente venderam míseras 50.000 cópias.
Graças a isso, SNK fechou todas as operações americanas no verão de 2000.
A SNK entrou em colapso em 22 de outubro de 2001, quando pediu concordata e colocou os direitos de propriedade intelectual de suas franquias em licitação.
Durante este tempo, a SNK  produziu alguns jogos e cedeu os direitos de desenvolvimento para várias outras empresas, como Eolith da Coréia do Sul (que ganhou o controle da franquia King of Fighters, entre 2001 e 2002) e a Enterprise (que produziu Metal Slug 4 Noise Factory) entre outros…
Enfm galera, é isso!
Encerro essa matéria agora, e sei que não falei tudo que tinha de falar. Afinal, vou criar ainda uma matéria especial para NeoGeo que vai cobrir um dos maiores destaques: As franquias de jogos de luta! E não será somente no NeoGeo! vou falar de algumas adaptações para os outros consoles de 16 da época.
Fiquem agora com um video muito legal contando a história da SNK. Vale muito a pena!!!